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A promessa de Deus a Israel levanta uma pergunta importante para os cristãos: a terra ainda tem significado depois da vinda de Jesus?
Para alguns leitores, a resposta parece evidente. Outros, porém, entendem que a inclusão das nações e a esperança da nova criação mudam completamente a maneira de interpretar essa promessa.
Como pastor e estudante das Escrituras, acredito que essa questão merece atenção. Ao mesmo tempo, precisamos abordá-la com humildade, especialmente quando nossas convicções encontram as dores e os conflitos do presente.
Em meu livro A Terra e a Promessa: Israel e a Fidelidade de Deus, explico por que acredito que a terra mantém significado dentro da aliança de Deus com o povo judeu. Neste artigo, apresento algumas convicções que orientam minha leitura.
A promessa de Deus a Israel começa com uma aliança
A discussão bíblica começa com o chamado de Abraão. Em Gênesis 12:1–3, Deus relaciona esse chamado com uma terra, um povo e uma bênção que alcançaria todas as famílias da terra.
Posteriormente, Gênesis 15:18 apresenta a promessa da terra no contexto de uma aliança. Gênesis 17:7–8 também relaciona essa promessa com os descendentes de Abraão e seu relacionamento com Deus.
Por isso, não considero a terra apenas um detalhe geográfico. Ela faz parte da história da fidelidade divina.
Entretanto, a bênção das nações está presente desde o início. O propósito de Deus para a família de Abraão alcança pessoas muito além dessa família.
Manter essas duas dimensões juntas nos ajuda a compreender a particularidade de Israel e o alcance da bênção prometida.
Cumprimento, exílio e restauração
Josué 21:43–45 celebra a fidelidade do Senhor ao dar a terra e descanso a Israel. Precisamos reconhecer a força dessa afirmação: Deus cumpriu sua palavra.
Contudo, a narrativa bíblica continua. A vida na terra envolvia responsabilidades, e as Escrituras também descrevem juízo, exílio e esperança de restauração.
Por exemplo, Deuteronômio 30:1–5 aponta para um retorno depois da dispersão. Os profetas, por sua vez, anunciam restauração enquanto confrontam a injustiça e a infidelidade.
Assim, procuro ler Josué à luz do restante das Escrituras. Reconheço o cumprimento descrito ali e, ao mesmo tempo, considero o lugar das promessas posteriores.
Essa leitura exige atenção ao desenvolvimento da história bíblica. Afinal, promessa, cumprimento, juízo e esperança aparecem relacionados ao longo dessa narrativa.
Jesus e a promessa de Deus a Israel
Qualquer reflexão cristã sobre Israel precisa levar a sério a pessoa e a obra de Jesus.
Gálatas 3:16 dirige nossa atenção a Cristo ao tratar do descendente de Abraão. Além disso, Gálatas 3:26–29 explica que aqueles que pertencem a Cristo participam da herança de Abraão.
Essas verdades são centrais para minha leitura. Por meio de Jesus, os gentios são acolhidos na bênção prometida.
No entanto, não entendo essa inclusão como um cancelamento automático de toda promessa particular relacionada a Israel. Essa conclusão precisa ser examinada à luz do testemunho mais amplo das Escrituras.
Também é essencial distinguir o significado da aliança da questão da salvação. Judeus e gentios precisam igualmente da graça de Deus revelada em Cristo.
Portanto, estudar a terra e a promessa deve aprofundar nossa compreensão da centralidade de Jesus.
A promessa de Deus a Israel nos chama à humildade
Em Romanos 11:1–2, Paulo rejeita a ideia de que Deus tenha simplesmente rejeitado seu povo. Mais adiante, a ilustração da oliveira adverte os cristãos gentios contra a arrogância.
Para mim, essa advertência tem uma aplicação imediata. Nenhuma conclusão sobre Israel justifica orgulho ou desprezo pelo povo judeu.
Entretanto, Romanos 11 não apresenta um mapa das fronteiras modernas. Seu ensino sobre a fidelidade divina não deve ser usado como uma resposta automática a toda questão política.
Em vez disso, o capítulo nos conduz à gratidão e à reverência. Nossa participação na bênção de Deus é motivo de admiração diante de sua misericórdia.
Consequentemente, devemos falar com cuidado, reconhecer os limites de nossos argumentos e rejeitar atitudes de superioridade.
Convicção bíblica e compaixão devem caminhar juntas
Acreditar que a terra mantém significado dentro da aliança não significa aprovar todas as decisões do Estado moderno de Israel.
Questões sobre políticas governamentais, ações militares, propriedade e cidadania exigem avaliação responsável. Um versículo isolado não substitui a análise histórica e moral necessária.
Da mesma forma, demonstrar compaixão pelos palestinos não exige hostilidade contra os judeus. Preocupar-se com a segurança do povo judeu também não deve nos tornar indiferentes ao sofrimento palestino.
Os cristãos palestinos são nossos irmãos e irmãs em Cristo. Por isso, suas vidas, experiências e orações devem fazer parte de nossa preocupação com a igreja.
Desejo que minhas convicções produzam palavras responsáveis, oração e amor ao próximo. Reconhecer o sofrimento humano deve nos aproximar das pessoas, sem reduzi-las a argumentos em uma discussão.
Acima de tudo, seguir Jesus nos chama a praticar a verdade com amor.
Por que escrevi A Terra e a Promessa
Escrevi este livro para examinar essas questões com mais profundidade e apresentar as razões bíblicas da posição que defendo.
Ao longo dos capítulos, acompanho a história desde Abraão até os profetas, Jesus e Paulo. Também considero interpretações diferentes da minha, procurando tratá-las com respeito.
Meu objetivo é incentivar uma leitura cuidadosa das Escrituras. Além disso, desejo que esse estudo fortaleça a confiança em Deus e contribua para um discipulado fiel.
O livro não apresenta datas para o fim dos tempos. Seu foco está na aliança, na fidelidade divina e nas implicações dessas convicções para a vida cristã.
São nove capítulos, acompanhados de notas e bibliografia. Entre os temas estão o juízo e a restauração, Josué, a bênção das nações e a centralidade de Jesus.
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Se você prefere ler em inglês, conheça The Land and the Promise.
Um convite para estudar com cuidado
Talvez você compartilhe minha compreensão da terra. Ou talvez interprete essas passagens de outra maneira.
Em qualquer caso, convido você a examinar os argumentos com paciência. Antes de perguntar como um texto confirma nossa posição, precisamos considerar o que ele comunica em seu contexto.
Depois, podemos avaliar sua contribuição para o conjunto das Escrituras. Esse caminho exige disposição para ouvir, aprender e rever pressupostos.
Estudar a fidelidade de Deus deve fortalecer nossa confiança nele e transformar nossa maneira de tratar o próximo.
Ao refletir sobre essas promessas, considere esta pergunta: minha compreensão está produzindo mais humildade, compaixão e fidelidade a Jesus?

I am a blogger, writer, pastor, Director of Zion Romania Bible School, husband to Olguta, a father and, most importantly, a child of God. I also completed my studies at the King’s University where I earned a B.A. in Theology with a concentration in Messianic Jewish Studies. I love Israel and I love the ‘Jewishness’ of the Bible.




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